Um tribunal de Jerusalém declarou, esta segunda-feira, o antigo primeiro-ministro israelita Ehud Olmert culpado de corrupção, num caso em que era acusado de receber envelopes com dinheiro de um empresário norte-americano, informou a imprensa israelita. O antigo primeiro-ministro conhece a sentença a 5 de maio, de acordo com a imprensa.

Em maio do ano passado, o ex-primeiro-ministro israelita Ehud Olmert foi condenado a seis anos de prisão por corrupção no âmbito de um escândalo imobiliário quando era presidente da câmara de Jerusalém (1993-2003).

Ehud Olmert recorreu, entretanto, da decisão junto do Supremo Tribunal de Justiça, estando o processo em curso.

Envolvido em vários casos de corrupção, Ehud Olmert tinha sido já condenado, em setembro de 2012, a uma pena de prisão suspensa por abuso de confiança.

A queda começou em julho de 2008, quando renunciou, por estar cada vez mais fragilizado pelas acusações de corrupção, a candidatar-se às eleições primárias do partido Kadima (centro-direita), abandonando 'de facto' as funções de chefia do executivo israelita.

Figura de destaque da direita nacionalista, no partido Likud, Olmert assumiu posteriormente posições mais moderadas, aceitando a criação de um Estado palestiniano.

Chegado ao poder em 2006, para suceder a Ariel Sharon, afastado na sequência de um acidente vascular-cerebral que o deixou em estado vegetativo até à morte em janeiro deste ano, Olmert decidiu formar um novo partido centrista, o Kadima, em novembro de 2005.