Linda Solano Herrera reconheceu o filho numa fotografia divulgada pelo Estado Islâmico (EI). Ismail tem três anos e desapareceu há cerca de um ano depois de ter feito uma viagem até à Bósnia, terra natal do pai.
 


A mãe de Ismail é de nacionalidade cubana e vive há 10 anos em Longarone, na província de Belluno, norte de Itália. Foi aí que conheceu o bósnio Ismar Mesinovic, com quem acabou por casar. O homem tinha alguns contactos com fundamentalistas islâmicos e frequentava a mesquita local para rezar, duas vezes por semana.

Ao diário italiano «La Reppublica», Linda Herrera disse que nunca desconfiou do comportamento do marido nem dos seus amigos e que não os considerava fanáticos ou extremistas: «Notei que ia ao centro islâmico para rezar uma a duas vezes por semana. Não achei estranho».

No dia 16 de dezembro do ano passado, Ismar Mesinovic levou alegadamente o pequeno Ismail até à Bósnia para visitar a terra natal e a família. Segundo o relato da mãe ao jornal italiano, o homem não levantou quaisquer suspeitas. «A carrinha onde partiu, era a mesma que usava para trabalhar. Ele falava de religião, mas não de forma fanática», disse.

Durante algum tempo, enquanto a criança esteve em casa da tia, na Bósnia, Linda Herrera chegou a falar com o filho por telefone e nunca desconfiou de nada. Nessa altura, também ela estava fora, aproveitou para viajar até Cuba e rever a família.

Ismar Mesinovic e o filho terão chegado a Aleppo, cidade no norte da Síria, a 4 de janeiro deste ano. Os dois tem combatido pelo califado islâmico e a criança foi reconhecida em fotos onde aparece com o pai.
 
 


As autoridades italianas dizem que ainda não podem confirmar se a criança da fotografia é Ismali, mas a mãe não tem dúvidas. «É a sua cara, é inconfundível. Também o contorno dos olhos. Não o vejo há um ano ou mais mas não estou enganada», disse em entrevista ao «La Reppublica».