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Prostitutas suecas querem pagar impostos

Para poderem beneficiar do generoso sistema de previdência social sueco. E vão pagar recibos aos clientes

Por: Redacção / - LM    |   2008-09-17 21:24

Na Suécia há cada vez mais prostitutas a apresentarem declaração de IRS. Num país onde a carga tributária está entre as mais altas do mundo, as prostitutas querem pagar impostos para poderem também beneficiar do generoso sistema de previdência social sueco.

Segundo o jornal sueco Göteborgs-Posten, esta subida tem sido registada nos últimos três anos. «Este ano, já conversei com diversas mulheres que me pediram conselhos sobre como preencher a declaração de impostos», disse ao jornal Pia Blank Thörnroos, consultora da sede do Skatteverket (sistema fiscal) na capital sueca.

Esta consultora tem explicado às prostitutes que querem regularizar a sua situação fiscal que devem manter a contabilidade em dia e, inclusivamente, passar recibos, ainda que os nomes dos clientes não tenham de constar nos documentos.

Os rendimentos declarados são taxados como atividades comerciais e dão direito a subsídio de maternidade, baixas remuneradas por motivo de doença e reforma.

Desde 1982, a prostituição é considerada uma atividade comercial na Suécia, e, portanto, sujeita a taxação pelo fisco. Na Suécia é perfeitamente legal vender sexo, mas não pagar por sexo, o que significa que os homens que pagam por sexo com uma prostituta, proxenetas e donos de bordéis estão sujeitos a multas ou a penas de até seis meses de prisão, além da humilhação decorrente da exposição pública. Por outro lado, a lei não prevê nenhuma penalização para as prostitutas.

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