As forças iraquianas entraram esta segunda-feira na cidade de Fallujah, cidade nas mãos dos extremistas do Estado Islâmico desde janeiro de 2014, naquela que é a nova fase da operação para recuperar a cidade.

“As forças iraquianas entraram em Fallujah sob proteção aérea da coligação internacional, força aérea iraquiana e aviação do exército e com o apoio de artilharia e tanques”, disse o tenente-general Abdelwahab al-Saadi, encarregue da operação.

“Forças dos serviços de contraterrorismo, a polícia de Anbar e o exército iraquiano, pelas 04:00 (02:00 em Lisboa), começaram a entrar em Fallujah vindos de três direções diferentes”, afirmou o responsável citado pela AFP.

Situada a 50 quilómetros a oeste de Bagdad, na província de Anbar, o bastião dos jihadistas, Fallujah é alvo há uma semana de uma ofensiva das forças iraquianas, apoiadas por milícias xiitas e pela aviação internacional.

De acordo com a ONU e várias organizações não governamentais, três mil civis conseguiram fugir de Fallujah, mas outros 50 mil continuam bloqueados no interior e, estão à mercê, não só dos combates, mas da falta de alimentos, água potável e medicamentos.

Uma mulher que conseguiu escapar explica que “na área onde vivia, sofria há dois anos e meio nas mãos do Estado Islâmico, que cortou as saídas da cidade. Muitas pessoas desenvolveram problemas psicológicos e algumas chegaram mesmo a suicidar-se ou a matar os próprios filhos”.

No norte do Iraque, os jihadistas do Estado Islâmico enfrentam o assalto das forças “peshmerga” curdas, apoiadas pelas aviação liderada pelos Estados Unidos, contra Mosul. Os combatentes curdos conseguiram, nos últimos dias, retomar o controlo de vários setores no Leste da segunda cidade do país e “capital” do Estado Islâmico no Iraque.