As forças armadas norte-americanas lançaram esta madrugada ajuda humanitária na cidade iraquiana de Amerli, casa de milhares de xiitas turcomanos impedidos pelos rebeldes jihadistas de receberem água, alimentos e medicamentos.

Uma operação militar ordenada por Barack Obama permitiu a evacuação de grande parte da população turcomana, a mesma que os radicais sunitas querem exterminar.

A ofensiva dos Estados Unidos acontece depois do secretário de estado norte-americano, John Kerry ter apelado à criação de uma aliança internacional para combater os «insurgentes genocidas» do estado islâmico.

Nesta operação para derrubar o bloqueio jihadista a Amerli participaram ainda as forças armadas iraquianas, soldados curdos, milhares de milicianos xiitas e peshmergas.

Alemanha decide na segunda-feira envio de armas para o Iraque

O Governo alemão vai decidir na segunda-feira os pormenores do envio de armamento aos curdos que lutam no norte do Iraque contra o Estado Islâmico, uma decisão questionada pela oposição e pela maioria dos cidadãos alemães.

A chanceler alemã, Angela Merkel, tem previsto um encontro esta tarde com os ministros da Defesa, Negócios Estrangeiros, Desenvolvimento e Economia fechar a decisão, antes de se reunir com os seus parceiros de coligação - a União Democrata Cristã (CDU) e o Partido Social Democrata.

Na segunda-feira, Merkel estará presente numa sessão extraordinária no «Bundestag», a Câmara Baixa do parlamento alemão, onde a decisão tomada hoje será submetida a votação apesar de a opinião dos deputados não ser vinculativa, uma vez que não se trata de uma intervenção militar no estrangeiro.

Apesar de ser esperado um amplo apoio da maioria à decisão, o envio de armas para o Iraque não colhe o apoio de grande parte da população alemã, uma vez que o país sempre rejeitou enviar armas para zonas de conflito.

À semelhança da Alemanha, também a Austrália anunciou hoje que vai ajudar os Estados Unidos num esforço internacional para transportar e enviar armas às forças curdas no Iraque.

«O Governo dos Estados Unidos pediu à Austrália para que ajude no transporte de equipamento militar, incluindo armas e munições, no âmbito de um esforço internacional», anunciou o primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, num comunicado entretanto divulgado.