Chegou ao fim a guerra do Iraque. Pelo menos é este o anúncio que Barack Obama vai fazer ao mundo esta noite, ainda que, no terreno, o conflito esteja para durar.

Esta terça-feira, as tropas de combate norte-americanas deixam definitivamente o Iraque. Os que ficam, cerca de 50 mil, têm apenas a tarefa de aconselhar, ensinar e ajudar o exército iraquiano.

Termina então a missão de combate, de guerra, mais de sete anos depois da invasão sob o pretexto das armas de destruição em massa que só George W. Bush viu.

O saldo da «Operação Liberdade», iniciada a 20 de Março de 2003, resume-se a 4734 soldados mortos, mais de quatro mil dos EUA, segundo o site que vai contando os militares mortos no Iraque e no Afeganistão.

Números ainda mais assustadores dão conta de mais de cem mil civis mortos desde 2003, de acordo com o site iraqbodycount.

Esta guerra, juntamente com a do Afeganistão, sem fim à vista, é a mais longa e mais cara em que os EUA se envolveram.

O desafio agora inclui a integração de milhares de veteranos de guerra, muitos deles com danos graves. Desde 2003, quase um milhão e meio de soldados norte-americanos passaram pelo Iraque. Pelo menos 30 mil deles voltaram a casa com ferimentos e problemas psicológicos.