As autoridades chilenas atualizaram esta noite para 15 o número de vítimas do incêndio de Valparaíso que teve origem no sábado passado.

A notícia foi entregue aos jornalistas pelo oficial da armada, Julio Leiva, que afirmou que dadas as características do incêndio «não é afastada» a possibilidade de serem encontrados mais corpos.

A ministra da saúde, Helia Molina, que visitou a zona afetada pelas chamas na noite passada, decretou alerta de saúde para o município de Valparaíso, adiantando também a colocação de uma tenda de cuidados hospitalares no terreno onde estava o consultório médico agora consumido pelas chamas.

Este é o maior incêndio registado na história do município e até ao final da tarde de segunda-feira (hora local) consumiu 2.200 casas e obrigou à retirada de 10.000 pessoas.

No controlo às chamas estão envolvidos 1.300 bombeiros, brigadas da Corporação Nacional Florestal (Conaf), 21 helicópteros e aviões cisterna, e 3.000 polícias para os trabalhos de limpeza dos escombros.

«A nossa missão é garantir a segurança das pessoas e colaborar nos trabalhos com vista a minimizar os danos», acrescentou um oficial do exército.

As forças de segurança permanecem igualmente nas ruas para garantir a ordem e evitar as pilhagens.

As autoridades temem que o incêndio se propague ao centro da cidade, que é património da Unesco, e tem muitos edifícios antigos, mais vulneráveis às chamas, admitiu o governador regional Ricardo Bravo.