Manifestantes começaram esta segunda-feira a tentar bloquear edifícios governamentais na Ucrânia, após uma noite de tensa calma na capital, palco, na véspera, de violentos confrontos, para reclamar eleições antecipadas devido à rejeição de um pacto histórico com a União Europeia.

«Não cessaremos os nossos protestos até que se demitam», disse Alexandr Turchínov, dirigente do partido opositor Batkivschina, da ex-primeira-ministra Iúlia Timochenko, que se encontra atualmente na prisão por abuso de poder.

Milhares de manifestantes passaram esta noite acampados na Praça da Independência, onde ergueram barricadas com vista a travar uma eventual tentativa de despejo por parte da polícia antimotim.

Segundo as autoridades de Kiev, um total de 190 pessoas, incluindo manifestantes e efetivos das forças policiais, foram hospitalizadas, esta noite, com diversos ferimentos.

Os confrontos mais violentos ocorreram junto ao complexo de edifícios governamentais, onde a polícia de choque travou duas tentativas de assalto.

A oposição disse que esses ataques foram perpetrados por grupos de provocadores com o objetivo de servir de pretexto às autoridades para reprimir os protestos pacíficos que, este domingo, reuniram até meio milhão de pessoas, segundo dados da oposição, no centro de Kiev.

A polícia reviu em baixa o número de pessoas que se concentraram na Praça da Independência para 150 mil, na ação mais participada desde que estalaram os protestos devido à decisão do Presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, de renunciar à assinatura de um acordo de associação com a União Europeia.