Actualizada às 16:43

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de emergência na sequência das denúncias que referem o envio de centenas de militares russos que se encontram a apoiar os separatistas ucranianos no leste da Ucrânia.

A reunião foi pedida pela Lituânia e deve realizar-se às 16:00 TMG (17:00 de Lisboa) na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

De acordo com a Aliança Atlântica, pelo menos mil soldados russos estão no terreno a apoiar os separatistas que combatem as forças governamentais da Ucrânia desde abril, apesar da Rússia insistir que não tem soldados em solo ucraniano.

Fontes militares ucranianas falam em «invasão em larga escala»,.

O presidente Petro Poroshenko garantiu, esta quinta-feira, que a situação no leste da Ucrânia está «extremamente difícil, mas controlável», avança a agência Interfax.

Cameron alerta Rússia para possíveis consequências

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertou, esta quinta-feira, a Rússia para futuras consequências de não se encontrar uma solução política para a situação na Ucrânia. «Não é suficiente o empenho nas conversações de Minsk, enquanto tanques russos continuam a rondar a fronteira com a Ucrânia. Tal atividade deve cessar imediatamente», disse Cameron.

«Exigimos à Rússia que persiga uma atitude diferente e a encontrar uma solução política para a crise. Se a Rússia não fizer isso, então deve saber que não há dúvida que haverá futuras consequências», acrescentou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, classificou as movimentações russas na Ucrânia como «agressão» e considerou que estamos perante a mais séria crise de segurança na Europa em décadas.