Atualizada às 13:10

O super tufão Haiyan, que sexta-feira atingiu o centro do arquipélago das Filipinas poderá ter provocado 10.000 mortos apenas na ilha de Leyte, anunciou hoje a polícia regional.

«Tivemos uma reunião ontem à noite com o governador e com base nas estimativas do Governo, para já, existem cerca de 10.000 vítimas (mortos)», disse Elmer Soria, chefe da polícia regional aos jornalistas presentes em Tacloban, a capital devastada da província de Leyte.

Papa pede orações e «ajuda concreta» para as vítimas do tufão

O número de vítimas da tempestade que registou ventos médios de 235 quilómetros por hora e com rajadas a subirem até aos 315 quilómetros por hora é, no entanto, ainda muito provisório dado que as equipas de socorro estão agora mais concentradas em Leyte e não há ainda dados fiáveis doutras zonas da região, apesar da maioria das vítimas poder estar concentrada nesta região do centro das Filipinas.

Mais de 300 mortos e 2.000 desaparecidos na ilha de Samar

Mais de 300 pessoas morreram e outras 2.000 estão dadas como desaparecidas na ilha filipina de Samar, revelou hoje um responsável local.

Leo Dacaynos, membro das equipas de socorro da ilha, explicou à rádio DZBB que 300 pessoas foram já confirmadas mortas em Basey, uma pequena cidade de Samar.

O mesmo responsável acrescentou que quase 2.000 outras pessoas estão desaparecidas em Basey e noutras cidades e vilas da ilha.

Pentágono envia ajuda

O Pentágono anunciou que vai disponibilizar ajuda às Filipinas com meios navais e aéreos para fazer face a necessidades após a passagem do super tufão Haiyan.

O comunicado do Secretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, surgiu ainda quando o número de vítimas mortais estava estimado em 1.200 pessoas e já nessa altura os norte-americanos garantiam disponibilizarem helicópteros, aviões e equipamentos de busca e salvamento marítimo a pedido das autoridades das Filipinas.

«O Secretário Hegel deu instruções ao Comando do Pacífico para que apoiem a ação humanitária norte-americana nas Filipinas após a passagem do tufão Haiyan», refere a nota.

Colômbia solidária também disponibiliza ajuda

O Governo da Colômbia expressou a sua solidariedade e ofereceu ajuda às autoridades e população das Filipinas.

Em comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia enviou condolências ao povo filipino e disse estar atento à cooperação que possa prestar o seu país «para que seja superado o mais depressa possível o estado de emergência» que as Filipinas vivem.

«Expressamos ao Governo e povo das Filipinas, e em especial às populações afetadas por este fenómeno natural, a nossa solidariedade pelas vidas humanas perdidas, pelos milhares de deslocados e pelos danos materiais causados» pela tempestade, diz a nota.

Bruxelas e Reino Unido libertam fundos de apoio às vítimas

A Comissão Europeia e o Governo britâncio anunciaram hoje que vão libertar três milhões de euros e 5,9 milhões de euros, respetivamente, para ajudar as Filipas depois das 500 mil vítimas e devastação causadas pelo tufão Haiyan.

Os fundos da Comissão Europeia «irão cobrir as necessidades mais urgentes nas zonas mais afetadas» pelo tufão, no centro do arquipélago, disse a Comissão Europeia em comunicado.