As forças ucranianas retiraram-se do aeroporto de Luhansk, após confrontos com as forças rebeldes pró-russas.

O anúncio foi confirmado por fontes de ambos os lados à BBC esta segunda-feira, depois de terem decorrido ataques durante toda a noite deste domingo.

A retirada está a ser feita ordenadamente, enquanto no aeroporto de Donetsk continuam a ouvir-se disparos.

Mais de 2600 pessoas já morreram na Ucrânia desde o início do conflito que opõe o regime, defensor de uma aproximação à União Europeia e ao ocidente, dos pró-separatistas, que defendem a integração do país na Rússia, como já aconteceu com a Crimeia.

Nos últimos dias, as forças rebeldes ganharam terreno às tropas oficiais nas regiões de Luhansk e Donetsk.

A União Europeia «culpa» a Rússia pelo apoio bélico que alegadamente dá aos rebeldes. Apesar disso, a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, faz-se esta segunda-feira, em Minsk, numa reunião destinada a chegar a acordo sobre um «cessar-fogo imediato» e que tem a mediação da OCDE.

No entanto, o presidente russo, Vladimir Putin, continua a negar as acusações do ocidente e alega que o exército ucraniano está a atacar alvos civis. Numa declaração prestada na televisão pública soviética, Putin lamenta, por seu turno, a «falta de diálogo» do vizinho ucraniano.

A conversa tida na semana passada entre os presidentes dos dois países não chegou a nenhum consenso, com Poroshenko a reiterar que a Rússia está a «agredir diretamente» o povo ucraniano. E, em resposta, Putin a dizer, apenas, que os confrontos «eram uma reação natural do povo para defender os seus direitos».

Conclusão, tudo na mesma. A guerra é uma iminência na Europa. A conversa veio na sequência do ultimato de uma semana que a União Europeia deu a Moscovo antes de aplicar mais sanções económicas ao Kremlin.

A presidência da Comissão Europeia será em breve entregue a um polaco. A Polónia, que, há semanas, manifestou o seu receio por uma invasão, em consequência do conflito tão próximo.