O autoproclamado Estado Islâmico da Síria e do Iraque (ISIS) pode estar a estender os seus tentáculos a outros países.

A BBC revela que um grupo guerrilheiro afegão, aliado dos talibãs, está a ponderar juntar-se ao Estado Islâmico.

O seu líder, Mirwais, que promete continuar a combater as forças do regime afegão mesmo após a saída da NATO, refere que se o Estado Islâmico provar que quer mesmo constituir um «verdadeiro califado», então, coloca a hipótese de se juntar aos rebeldes radicais islâmicos que ganham força na Síria e no Iraque.

O anúncio chega pouco antes das eleições presidenciais afegãs e semeia o medo. Se os talibãs se juntarem aos «jihadistas» do ISIS, então, o movimento radical muçulmano ganha uma nova dimensão, consideram as fontes da BBC.

O grupo ao qual o «comandante» Mirwais pertence é um grupo já com «sangue nas mãos». A BBC recorda que um repórter de imagem da sua estação foi, nos anos 80, convidado para acompanhar uma missão do grupo e morto durante a noite a fim de venderem o seu equipamento.

Esta terça, a Amnistia Internacional também alertou para a «limpeza étnica» que está a ser levada a cabo pelos «jihadistas» no Iraque. Uma opinião corroborada pela ONU que anunciou o envio de uma equipa para o antigo país de Saddam para confirmar os «atos contra a humanidade em larga escala» ali cometidos.

No Iraque já se contam milhares de mortos e um milhão de refugiados desde que os rebeldes resolveram tomar as rédeas do país, entre avanços e recuos, conforme as vitórias e derrotas do regime iraquiano e das ajudas bélicas internacionais.

Um país refém, um mundo que não está a salvo. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, assim o reconheceu, após um antigo rapper do seu país ter sido alegadamente o autor da decapitação do jornalista americano.

E nem Portugal, na ponta da Europa, parece ficar longe demais. O «Público» noticia esta terça-feira que há pelo menos 12 portugueses nas fileiras dos «jihadistas».