«Thats my boy!» (Este é o meu rapaz!) escreve Khaled Sharrouf jihadista australiano na rede social Twitter. Na imagem, publicada durante o fim-de-semana, surge uma criança, alegadamente seu filho, a segurar uma cabeça decapitada de um soldado sírio.

Sharrouf foi condenado por terrorismo na Austrália, mas a fotografia foi tirada em Raqqa, na Síria. Noutras imagens também publicadas na internet o fugitivo surge com três crianças pequenas, também identificadas como filhos. Os menores têm armas na mão e uma bandeira do Estado Islâmico, grupo jihadista ultrarradical que ocupa uma vasta área entre o leste da Síria e o norte do Iraque.



O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, considera a publicação «uma nova prova do tipo de atrocidades que este grupo é capaz». Em entrevista à cadeia ABC afirma que «o Estado Islâmico, como se chama agora, não é apenas um grupo terrorista, é um Exército terrorista e não se limita a querer um enclave mas quer criar um Estado, uma nação terrorista».

Governo australiano vai enviar ajuda humanitária para o Iraque

A Austrália concordou em enviar dois aviões para o fornecimento de mantimentos sobre a área onde estão cercados milhares de membros da seita yazidi, ameaçada pelos jihadistas. Esta segunda-feira o senador Johnston disse que as forças aéreas de defesa da Austrália estão disponíveis para ajudar militarmente as operações lideradas pelos Estados Unidos

«Não descartamos a hipótese de apoiar a América na missão que desencadearam sob esta organização terrorista. Eles são extremistas muito temidos e estamos a acompanhar os acontecimentos com bastante seriedade», disse em entrevista à cadeia ABC.

A Austrália já anunciou leis para restringir a saída de jovens radicais do país para a zona do Médio Oriente. O governo aponta que sejam mais de 150 cidadãos australianos, convertidos ao Islão, a combater na região.