A França, o Reino Unido e os Estados Unidos pediram hoje uma resolução da ONU «forte e obrigatória» sobre a entrega pela Síria do seu arsenal químico, anunciou a presidência francesa.

O Presidente francês, François Hollande, e os chefes das diplomacias britânica, William Hague, e norte-americana, John Kerry, acordaram, num encontro que mantiveram hoje em Paris, que tem de haver «um calendário preciso» para o desmantelamento do arsenal sírio, segundo um comunicado da presidência.

Durante o encontro, François Hollande sublinhou que os três aliados devem «manter a linha de firmeza que permitiu desencadear o processo diplomático e de solidariedade», segundo fontes da presidência citadas pela agência France Presse.

A França anunciou hoje a organização, na próxima semana em Nova Iorque, de uma «grande reunião internacional» para reforçar o apoio à oposição síria, depois de um encontro em Paris com os homólogos britânico e norte-americano.

«Sabemos que para negociar uma solução política é precisa uma oposição forte. Contamos, nesse sentido, reforçar o nosso apoio à coligação nacional síria e, nesse espírito, vai ser organizada em Nova Iorque, por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas, uma grande reunião internacional», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, numa conferência de imprensa.

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros português saudou o acordo anunciado no sábado pelos Estados e Rússia dando uma semana à Síria para apresentar uma lista de armas químicas, as quais serão destruídas até julho de 2014.

Em comunicado, o MNE qualifica o acordo como um «passo importante» para a eliminação das armas químicas da Síria, que considera corresponder «aos esforços que Portugal e os seus aliados e parceiros europeus têm defendido e vivamente encorajado» para «uma solução diplomática» de «amplo consenso internacional, alicerçado nas Nações Unidas».

«Cabe agora ao regime sírio cumprir na íntegra, sem subterfúgios ou tergiversações, as obrigações definidas nesse acordo», lê-se no texto, que apela para a continuação de «uma forte mobilização internacional~» como «indispensável para uma resolução urgente do trágico conflito».

Os chefes das diplomacias dos Estados Unidos, John Kerry, e da Rússia, Serguei Lavrov, anunciaram no sábado um acordo exigindo à Síria que apresente, no prazo de uma semana, uma lista de todas as armas químicas que possui, as quais serão destruídas até ao final do primeiro semestre de 2014.

O chefe militar da oposição síria, o general Selim Idriss, rejeitou o acordo russo-norte-americano, afirmando que rebeldes e população civil não podem esperar até meio de 2014 para que as armas químicas sejam destruídas.

O acordo foi saudado pelas principais potências ocidentais, assim como pelos líderes da ONU, da NATO e da União Europeia.

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