Atualizada às 17h20

Duas das três vítimas mortais do ataque de sábado contra o Museu Judaico, em Bruxelas, são israelitas, revelou este domingo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.

Em causa está um casal de turistas israelitas, com cerca de 50 anos, residente em Telavive, disse o porta-voz Yigal Palmor à agência noticiosa francesa AFP, sem precisar a identidade das vítimas.

Para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ataque é o resultado dos «constantes incitamentos contra os judeus e o seu Estado», como cita a Lusa.

A BBC informa que a segurança foi reforçada em Bruxelas após o ataque, particularmente na zona do museu e em dia de eleições.

O alegado atirador foi detido pouco depois pela polícia. O homem fugiu de carro, mas muitos identificaram o veículo.

No sábado à tarde, um homem atirou sobre várias pessoas no museu judaico de Bruxelas, na capital belga, fazendo três vítimas e deixando uma quarta em estado grave.

Há um segundo suspeito, que terá fugido a pé e que continua a monte, mas foi o rosto já foi identificado nas câmaras de segurança.

De acordo a BBC, a consternação e a insegurança presidem ao dia, com receio de uma onda antisemita. No país vivem 42 mil judeus, a maioria vive na capital belga.

Jovem belga morreu

O jovem belga ferido no sábado no tiroteio no Museu Judaico da Bélgica, em Bruxelas, morreu este domingo, fazendo aumentar para quatro o número de mortos do atentado, disse o presidente da Liga belga contra o antissemitismo.

O jovem, de 20 e poucos anos, que trabalhava como rececionista no museu, morreu ao início na tarde no hospital devido à gravidade dos ferimentos, indicou Joel Rubinfeld.

Um casal de turistas israelitas e uma francesa foram igualmente mortos no ataque, ocorrido às 15:50 de sábado.