As chuvas intensas que há três dias atingem a região fronteiriça entre a Índia e o Paquistão, incluindo o enclave de Caxemira, disputado por ambos os países, já fizeram centenas de mortos. De acordo com as contas avançadas pela Reuters, até esta terça-feira, foram declaradas mortas 231 pessoas do lado paquistanês e 277 na Índia.

O número de mortos impressiona, bem como a quantidade de pessoas que vivem uma situação dramática, encurralados pela água e pela lama ou a aguardar ajuda em cima de telhados. Na Índia já foram retiradas 47mil pessoas das suas casas. A Força Aérea já libertou várias toneladas de material de forma a ajudar as populações presas nas zonas submersas e há 80 equipas médicas que tentam chegar aos locais críticos.

Umas chuvas que chegaram «de surpresa», como confirmou uma fonte oficial indiana à Reuters (mas que não se quis identificar), já que não houve nenhum aviso dos serviços meteorológicos ou da proteção civil.

Debaixo do mesmo céu, indiferente aos conflitos no chão, a chuva não para de cair naquela região da Ásia, gerando um cenário «chocante» nos dois países.

As piores chuvas, de que há memória no Paquistão nos últimos 50 anos, vieram abalar ainda mais a posição frágil do primeiro-ministro, que enfrenta a contestação nas ruas há semanas.