O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico ofereceu esta terça-feira a sua ajuda ao governo nigeriano para libertar as mais de 200 estudantes que foram raptadas por um grupo extremista islâmico há três semanas.

«Estamos a oferecer ajuda prática», afirmou William Hague, citado pela Reuters, à chegada ao Conselho Europ, em Viena de Áustria. A reunião pretende discutir a situação na Ucrânia, mas o mundo não pode ficar indiferente à situação das raparigas. Isto depois do grupo islâmico Boko Haram ter reivindicado o rapto e anunciar que as vai vender e casá-las à força, um «castigo» por estudarem, já que defendem que elas não devem ser educadas como no ocidente.

«A escola é um pecado», disse o líder num comunicado divulgado pela France Presse.

O MNE britânico não esclareceu os pormenores da ajuda que ofereceu àquele país africano, mas classificou o ato de «terrorista e imoral».

As famílias não falam com medo das filhas sofrerem ainda mais retaliações. O presidente já prometeu libertá-las, mas os seus esforços têm sido criticados por muitos, que acham que o poder político está a fazer pouco para libertar as raparigas.

Apenas 53 das quase 300 raparigas conseguiram fugir. Uma das alunas sequestradas, que conseguiu escapar e que denunciou que as reféns mais jovens são vítimas, em média, de 15 violações por dia. Esta menor, uma das raparigas raptadas a 14 de abril numa escola no nordeste da Nigéria, revelou que, devido à sua virgindade, foi oferecida como esposa a um dos líderes da seita.