O presidente da Nigéria disse que o rapto das mais de 200 alunas de uma escola pode marcar o fim do terrorismo no país.

«Acredito que o rapto destas estudantes levará ao fim do terrorismo na Nigéria», afirmou Jonathan Goodluck, como cita a France Presse.

As declarações do presidente foram feitas em Abuja, numa reunião do Fórum Económico Mundial. As tardias reações mundiais levam o presidente nigeriano, ele mesmo lento a tomar medidas, a crer que, com a ajuda das potências internacionais, o terrorismo no país tem os dias contados.

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«O que fazem em nome de Alá não tem nada a ver com o Islão», denuncia Malala Yousafzai. Mais: os Boko Haram deviam estudar o Corão, recomenda a pequena paquistanesa que quase morreu às mãos de extremistas islâmicos por defender o direito das mulheres à educação.

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Também Michelle Obama faz eco do apelo, três semanas depois dos Boko Haram, grupo fundamentalista islâmico com ligações à Al Qaeda, ter levado de uma escola mais de 200 estudantes.

A declaração otimista do presidente chega um dia depois de mais um massacre dos Boko Haram no norte da Nigéria, junto da fronteira com os Camarões, na mesma região de onde desapareceram as estudantes. Uma aldeia foi violentamente atacada. Homens armados espalharam o terror incendiando casas e carros. Centenas de pessoas morreram, muitas delas degoladas. Mais de 300 pessoas foram mortas.