O presidente russo, Vladimir Putin, informou esta quinta-feira alguns líderes europeus sobre a situação «crítica» da dívida de gás natural da Ucrânia e que pode ter consequências na passagem do gás para o resto da Europa, de acordo com a agência de notícias russa citada pela Reuters.

Putin expressou «a sua preocupação extrema com o problema da dívida de gás ucraniana», de milhões de dólares e que venceu em março, segundo a agência.

A Ucrânia é a porta de entrada do gás natural na União Europeia. A Rússia já por duas vezes fechou essa torneira.

Cada um joga com as armas que tem. Com a Ucrânia como uma peça no meio do tabuleiro, também a NATO desafiou esta quinta-feira Vladimir Putin.

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen advertiu a Rússia de que se quer negociar, primeiro tem que fazer recuar as suas tropas da fronteira com a Ucrânia e avisando que uma ação militar por parte dos russos terá severas sanções económicas.

Rasmussen anunciou numa visita à República Checa que os observadores da NATO tinham contado 40 mil militares russos nas fronteiras.

Palavras que já obtiveram resposta de Moscovo. O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou a NATO que a investida de tropas da NATO junto às fronteiras da Rússia viola um acordo internacional entre a organização e aquele país.

Com a corda no pescoço em termos financeiros e estrangulada pela política internacional, a Ucrânia tenta sobreviver e o primeiro-ministro fez aprovar esta quinta-feira também uma lei contra a corrupção, de modo a garantir a confiança do FMI e de um empréstimo.

A Ucrânia também prometeu hoje que não vai acusar manifestantes que se renderem .