Putin não tira as tropas da Crimeia e Barack Obama, por seu turno, também «não desarma», ou seja, não deixa de pressionar o presidente russo a retirar daquele território que foi anexado pela Rússia após um referendo, mas cujo resultado não é reconhecido pela comunidade internacional que o considera ainda parte da Ucrânia, apesar da bandeira russa estar hasteada.

A Rússia «tem que retirar as suas tropas» da fronteira ucraniana de modo a aliviar as tensões.

Numa entrevista à CBS, o presidente norte-americano refere que «se trata de um esforço para intimidar a Ucrânia e de que a Rússia tem mais planos» que vão além da anexação da Crimeia.

Em resposta à entrevista, uma alta figura do estado russo já veio dizer que as ameaças do ocidente à Rússia estão a ser tomadas em conta.

Esta sexta-feira, no Kremlin, em Moscovo, Vladimir Putin elogiou as tropas russas por permitirem «que o referendo se realizasse em segurança», e adiantou que os eventos recentos na Crimeia foram «sério teste» às capacidades do exército russo, como relata a BBC.

Na entrevista, Barack Obama disse ainda que a Rússia está a «interpretar mal as intenções dos Estados Unidos.

«Acho que há um forte sentimento de nacionalismo na Rússia e que, de certa maneira, há a ideia de que o ocidente ganhou vantagem sobre a Rússia no passado. O que eu tenho dito é que têm interpretado mal as intenções do ocidente. E, garantidamente, não têm compreendido as intenções da diplomacia americana».

O presidente americano acrescentou que os Estados Unidos «não têm qualquer interesse em isolar a Rússia» e «nenhum interesse para além de deixar que o povo ucraniano tenha soberania nas suas decisões».