O escritor e poeta mexicano José Emilio Pacheco, vencedor do Prémio Cervantes em 2009, morreu no domingo aos 74 anos, anunciou esta segunda-feira a sua filha Laura Emilia Pacheco.

«Morreu tranquilo, morreu em paz», disse a filha, ao referir que a morte foi causada por uma paragem cardiorrespiratória pelas 18:30 de domingo (00:30 de segunda-feira em Lisboa).

José Emilio Pacheco tinha sido hospitalizado no dia anterior na cidade do México.

Membro do Colégio Nacional mexicano desde 1986 e criador emérito em 1994 do Sistema Nacional de Criadores Artísticos (SNCA), foi director e editor de colecções bibliográficas e de diversas publicações e suplementos culturais.

Como poeta, escreveu, entre outros títulos, "Los elementos de la noche (1963), «El reposo del fuego» (1966), «Irás y no volverás» (1973), «Islas a la deriva» (1976), «Desde entonces» (1980), «Trabajos en el mar» (1983), «El silencio de la luna» (1995), «Siglo passado»(2000), «En resumidas cuentas» (2004) e «Como la lluvia» (2009).

Na ficção assinou «El viento distante y otros relatos» (1963), «Morirás lejos» (1967), «El principio del placer» (1972), «Batallas en el desierto» (1981) e «Tarde de agosto» (1992).

José Emilio Pacheco deu aulas em universidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido e foi ainda investigador do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

Além do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana (2009), outros galardões distinguiram o escritor mexicano: Prémio Nacional de Jornalismo Literário (1980), Prémio Nacional pela trajectória ensaística Malcolm Lowry (1991), Prémio Nacional de Linguística e Literatura (1992), o Prémio Ibero-americano de Letras José Donoso (2001) e Prémio Internacional Octavio Paz de Poesia e Ensaio (2003).