Notícia atualizada

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) venceu com vantagem na seção de voto do Bairro 17 de Setembro, em Quelimane, onde se registou uma carga policial durante o escrutínio autárquico, de acordo com dados provisórios.

Após o encerramento das urnas, às 18:00 (16:00 em Lisboa), os eleitores do bairro da Sagrada Família, recusaram abandonar o local, afirmando que desconfiavam da «possibilidade de fraude eleitoral», o que provocou a carga policial, testemunhada pela agência Lusa.

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas na sequência da carga das Forças de Intervenção Rápida, que dispararam balas de borracha e utilizaram bastões eléctricos para dispersarem a multidão de apoiantes do Movimento Democrático de Moçambique. O jornal @Verdade relata que pelo menos seis pessoas acabaram por ter de ser assistidas no hospital de Quelimane com queixas derivadas da inalação de gás lacrimogéneo, uma dos quais um bebé de cinco meses, que se encontrava ao colo do pai durante os incidentes. A edição online do jornal mostra também a imagem de um dos feridos ensanguentado com alegadas bastonadas policiais.

Mais tarde, e após terem afastado os populares, uma patrulha da Polícia da República de Moçambique (PRM) regressou ao local, provocando nova dispersão das pessoas que se recusavam a abandonar o local.

No interior do edifício, decorria a contagem dos votos que indicam a vitória no MDM nas quatro mesas de voto da assembleia instalada na escola primária 17 de Setembro, de acordo com os resultados da contagem afixados no edital. Esta contagem foi filmada pelo jornal @Verdade.



«Nós não saímos daqui. Nós queremos a democracia. Estamos fartos da polícia», disse à Lusa um dos moradores do bairro que se situa na estrada que conduz à periferia da capital da Zambézia, litoral centro de Moçambique.

Também na seção de voto de Ícidua, bairro periférico na zona norte de Quelimane, se verificou a presença da polícia.