O ex-ministro brasileiro José Dirceu, condenado como o ideólogo do «mensalão», esquema de corrupção revelado durante o primeiro Governo do Presidente Lula da Silva, entregou-se esta noite na sede da Polícia Federal em São Paulo.

A ordem de prisão foi expedida hoje pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro, no mesmo dia em que se celebra a Proclamação da República. O ex-braço direito de Lula da Silva foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e dois anos e 11 meses por formação de quadrilha (associação criminosa).

Dirceu ocupou o cargo de ministro da Casa Civil entre 2003 e 2005, os primeiros anos do primeiro mandato do Governo de Lula da Silva e era tido como o homem de confiança do então Presidente, tendo deixado o cargo após as primeiras denúncias sobre o esquema.

Outros cinco réus, de um total de 12, também já se entregam à polícia, em diferentes cidades.

O primeiro a se apresentar foi o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) José Genoino.

Tanto Genoino como Dirceu cumprirão pena em regime semiaberto.

Entre os condenados que já se entregaram estão ainda a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello; Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Marcos Valério (publicitário condenado como o executor do esquema); Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério; e Romeu Queiroz, ex-deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Outros seis mandados de prisão ainda precisam ser cumpridos.

A previsão é de que todos os réus que se entregaram em outras cidades sejam transferidos no domingo para Brasília.