Mohammad Iqbal, o viúvo de Farzana Parveen, que na quarta-feira foi apedrejada até à morte em Lahore, no Paquistão, critica a atuação da polícia que nada fez para impedir a morte da mulher.

À luz do dia, em frente a um tribunal de Lahore, a mulher de 25 anos e grávida de três meses, foi morta por cerca de 20 familiares onde se incluíam o pai, o irmão e o primo, o noivo a quem estava prometida, mas que ela recusou por amor. Amor a Mohammad Iqbal. E por amor morreu. Foi a tribunal testemunhar a favor do marido, negando que tenha sido raptada conforme a queixa que a família fez às autoridades.

Mohammad Iqbal é um destroçado que perdeu a mulher e o filho que ela carregava na barriga sem que a polícia tenha agido. «Eles viram a Farzana ser morta e não fizeram nada», afirmou à BBC, acrescentando que as autoridades tiveram uma atitude «vergonhosa» e «desumana», deixando que a tradição e os costumes se elevassem aos direitos humanos.

«Alguns familiares foram detidos e identificados», confirmou a polícia, mas outros estão livres.

Uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos paquistanesa registou pelo menos 869 mulheres mortas por «crimes contra a honra» em 2013, como cita a BBC.