Dois homens e dois adolescentes, no Reino Unido, foram considerados culpados de uma série de violações e crimes sexuais graves contra cinco raparigas entre 12 e 13 anos, num caso que foi descrito pelo ministério público como um dos piores já vistos em matéria de abuso sexual de menores.

Um terceiro adolescente também foi considerado culpado de atividade sexual com uma criança, mas inocentado do crime de violação. Os abusos, cometidos por uma quadrilha com elementos de origem checa, eslovaca e curda, ocorreram em Peterborough, de abril a dezembro de 2012.

De acordo com a Sky News, o líder do gang, Zdeno Mirga, de 18 anos, conhecido como «Skinny», foi condenado por oito crimes de violação e um crime de incitação à prostituição infantil, por um tribunal de júri, em Londres. A acusação referiu que Mirga «partilhava sexualmente» uma das vítimas, porque queria dinheiro para comprar cannabis e vodka.

«Ele utilizou o poder que tinha sobre ela em determinado momento, ameaçou-a e algumas vezes usou a violência», disse ao júri a procuradora Angela Rafferty.

Essa mesma vítima contou, em tribunal, que foi abusada sexualmente por rapazes em festas e violada na área do parque infantil no Parque Central da cidade. A vítima, com 13 anos, contou ao júri que foi forçada a realizar atos sexuais, no parque, com um grupo de 10 agressores, com um deles a dizer: «Viola-a». A rapariga foi vendida por 10 libras, por Zdeno Mirga, para ele poder gastar o dinheiro em «erva e vodka».

Dois adolescentes, que não podem ser identificados por razões legais, foram também condenados por vários crimes de violação e agressão sexual. Ao todo, Zdeno Mirga e os dois adolescentes foram condenados por 14 crimes de violação.

Hassan Abdulla, um homem de 33 anos, foi condenado por quatro crimes de violação e por três crimes de incitar uma criança a envolver-se em atividade sexual.

O irmão de Zdeno Mirga, Dusan Mirga de 20 anos, e David Ziga, de 19, e um outro adolescente foram inocentados de todas as acusações.

O juiz do caso autorizou o júri a dar veredictos com pena máxima para os acusados, se assim o entender. A leitura da sentença foi adiada para 20 de fevereiro.