Keith Vidal, de 18 anos, morreu no domingo após ter sido atingido por uma carga de taser da polícia.

A família alega que o rapaz da Carolina do Norte terá morrido após um minuto e dez segundos de carga de taser dos agentes da polícia, ou seja, com uma descarga elétrica provocada pela pistola de imobilização.

«Nós pedimos ajuda e eles mataram o nosso filho», afirma o padrasto, Mark Wilsey, à CNN. A polícia foi chamada à casa da família através do 911 (o número de emergência americano equivalente ao 112 em Portugal) porque Keith estava a ter um episódio de esquizofrenia que o padrasto e a mãe não conseguiam controlar. Pediram ajuda para sedar o jovem e levá-lo para internamento, já que ele «não estava bem» e recusava-se a tomar a medicação.

A partir da chegada dos agentes, há mais do que uma versão da história, mas, todas coincidem na parte em que a polícia recorreu à arma de imobilização.

Segundo a família, ao apelo acudiram dois agentes que começaram a dialogar com o jovem e que «as coisas estavam a correr bem», mas, a chegada de um terceiro polícia fez com que os acontecimentos se precipitassem. O agente terá dito: «Não temos tempo para isto» e atingido Keith com o taser. O jovem, segundo o padrasto, ainda tentou fugir, mas foi imobilizado pelos outros dois agentes.

A polícia lamenta a morte do jovem e promete apurar o que aconteceu, mas considera que é cedo para tirar conclusões sobre a causa da morte e que as acusações são normais numa família perturbada com a perda de um ente-querido.

A família descreve Keith como «um bom miúdo» apesar da doença e querem ver o caso esclarecido, assim como criar uma fundação para ajudar pessoas com problemas semelhantes.