Um jornalista ucraniano que trabalha para a CNN foi raptado por separatistas pró-russos na Ucrânia, informa a cadeia de televisão norte-americana.

Anton Skiba foi levado na terça-feira por homens armados da autoproclamada República Popular de Donetsk, tendo sido acusado de «terrorismo» e de ter colocado mensagens no Facebook com ofertas de recompensas para quem matasse separatistas pró-russos.

Também na terça-feira, um jornalista britânico da Russia Today e um repórter de imagem da agência de notícias Abkhazian Network desapareceram enquanto acompanhavam os confrontos nos arredores de Donetsk.

O jornalista freelancer que trabalhava para a CNN estava à porta do hotel Donbass Palace, em Donetsk, quando foi raptado.

A equipa da cadeia norte-americana tinha acabado de regressar de uma reportagem no local onde caiu o voo MH17.

Anton Skiba foi levado para um carro e não terá resistido. Um repórter de imagem da CNN filmou este momento, mas um rebelde tirou-lhe o telemóvel, tendo-o devolvido mais tarde com um pedido de desculpas e uma ordem para apagar o vídeo.

Alexandr Kalyussky, vice-primeiro-ministro da República Popular de Donetsk, esteve em contacto com a CNN e retirou a acusação relacionada com as recompensas para matar os rebeldes. No entanto, acusou o repórter de ter diferentes nomes e, portanto, de haver dúvidas na sua identificação.

Uma outra fonte dos separatistas acrescentou que, durante os interrogatórios, Anton Skiba já teria confessado ser «um agente ucraniano».

O jornalista conseguiu fazer uma chamada para a CNN, adiantando que estava na sede dos serviços de segurança de Donetsk a ser interrogado, mas a chamada foi interrompida bruscamente.

A CNN refere que só agora revelou o rapto porque tentou, através de várias fontes ligadas aos separatistas, assegurar a libertação do repórter.