O secretário de Estado norte-americano aterrou esta segunda-feira de manhã em Bagdad, a capital do Iraque, para se reunir com o primeiro-ministro Nuri

al-Maliki, de modo a ajudar o país a controlar a insurgência dos sunitas, de acordo com a Reuters.

O segundo mais alto representante dos Estados Unidos vai discutir a melhor maneira de «salvar» o Iraque de uma guerra civil. Foi o Iraque que pediu ajuda à administração Obama após os rebeldes terem invadido a maior refinaria iraquiana e que fez tocar os alarmes das cotações de petróleo no mundo e que até já tem reflexão em Portugal esta segunda-feira, com a subida dos preços da gasolina.

Longe vão os tempos de Saddam e da invasão americana do Iraque, declarada a guerra ao país.

Desta vez, Obama já disse que não enviava tropas para o terreno e só mandou reforços militares para as embaixadas americanas.

A marcha dos rebeldes sunitas com conquistas de cidades ao poder iraquiano é a crise mais grave desde a retirada americana, num país que tem tentado erguer-se, mas cujos atentados têm sido sempre frequentes.

Esta cruzada de tomada de poder no Iraque é liderada pelos ISIS, que quer impor um estado islâmico no Iraque e na Síria.

As forças iraquianas não assumem grandes baixas, mas a tomada da segunda maior cidade do Iraque, Mosul, pelos rebeldes, põe os olhos no mundo no país.

Entretanto, muitos homens têm-se alistado voluntariamente para defender o Iraque, quando já várias mortes a lamentar nas últimas semanas, acrescenta a CNN.

Rebeldes e jihadistas recrutam menores para a guerra na Síria

Grupos rebeldes e jihadistas estão a recrutar menores para combater, com a desculpa de lhes proporcionar uma educação, acusou a organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Num comunicado, a organização não governamental (ONG) afirma que adolescentes até aos 15 anos são enviados para o campo de batalha e que há menores de 14 em tarefas de apoio ao combate.

Como exemplo, a HRW dá o Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL), que através de campanhas de escolarização gratuitas, incorpora menores que entretanto são treinados para usar armas e executar ataques suicidas, como acrescenta a Lusa.