Quem era o homem que no século XIX matou pelo menos cinco mulheres e mutilou-as nas ruas da capital britânica?

«Jack, o estripador» era um judeu polaco, imigrante em Londres. Os autores arrogam-se de ter descoberto «absoluta e categoricamente» um dos maiores mistérios da história, ainda que baseados numa única prova de ADN, como avança ao «Independent», o autor Russel Edwards.

A tese é defendida por um detetive com a ajuda de um cientista que fez da descoberta da identidade do homem que atormentou a capital britânica o seu «hobby». A teoria vem num livro publicado há pouco e que é o resultado de 14 anos de investigação.

A tese agora publicada baseia-se na prova detetada num xaile comprado por Edwards num leilão em 2007, e que teria sido encontrado no local de um dos crimes e guardado pelo sargento de serviço nessa noite, Amos Simpson, para oferecer à mulher.

Esta, por seu turno, nunca terá sido capaz de usar o xaile, «cheio de sangue», que passou de geração em geração, até a família decidir fazer dinheiro com ele numa feira.

Um biólogo molecular, Jari Louhelainen, com base nas amostras recolhidas no xaile e feitas comparações, chegou à conclusão de quem era «Jack, o Estripador», uma tese que não foi confirmada em nenhuma publicação da especialidade, mas que terá sido obtida pela confrontação de dados entre o ADN da vítima e o sémen do homem polaco.

É verdade que se têm feito descobertas, com base no ADN, informações muito antigas, mas, até que ponto se pode confirmar que o xaile nunca foi lavado durante 126 anos.

Do medo à época, ao mistério com mais de cem anos, a identidade do estripador de Londres tem apaixonado mistérios, filmes e livros. Um mito perpetuado e uma investigação que culminou na suspeita sobre um homem de 23 anos e que morreu aos 53, num hospício. Morreu sendo sempre considerado fortemente o «candidato» a «estripador» pelos crimes cometidos contra mulheres em 1888. O livro vem agora confirmar que este homem, Aaron Kosminski, imigrante polaco, era efetivamente «Jack, o Estripador». Mais uma história ou o fim de uma história?