Israel lançou esta quinta-feira à noite uma ofensiva terrestre na faixa de Gaza, após dez dias de bombardeamentos aéreos, que provocaram a morte a pelo menos 237 pessoas, anunciou o Exército israelita em comunicado.

Gaza: dois palestinianos, dos quais um bebé, mortos

«Após dez dias de ataques aéreos, marítimos e terrestres do Hamas e das sucessivas recusas para acalmar a situação, o Exército lançou uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza», lê-se no comunicado.

O Exército acrescenta que o objectivo desta operação é proteger os israelitas e esmagar o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

A ofensiva terrestre vai incluir ações de infantaria, artilharia e inteligência, apoiadas pela Aviação e pela Marinha, referem ainda.

«O objetivo das Forças de Defesa de Israel (FDI), tal como foi definido pelo Governo israelita, é conseguir que os cidadãos israelitas possam viver em segurança sem a continuação do terror indiscriminado e infligir um golpe significativo à infraestrutura de terror do Hamas», sustenta o comunicado.

Israel lançou a operação 'Margem de Proteção' a 8 de julho passado para acabar com os ataques com mísseis disparados a partir de Gaza e o Exército adiantou que a nova fase vai incluir ataques terrestres e aéreos.

«Perante as táticas do Hamas de potenciar as vítimas civis em busca dos seus objectivos terroristas, as FDI vão continuar os seus esforços sem precedentes para limitar danos civis», salientou o Exército.

Por sua vez, o porta-voz do Hamas afirmou que a ofensiva terrestre de Israel é «descabida» e que vai ter «consequências dramáticas».

Pelo menos 240 palestinianos morreram devido aos ataques aéreos israelitas desde 08 de julho, muitos dos quais crianças, segundo fontes médicas de Gaza.

Uma organização não-governamental que opera naquela região afirmou que 80% dos mortos são civis.