Os talibã paquistaneses elegeram o novo líder, Mullah Fazlullah, acusado de ter ordenado a tentativa de assassinato da jovem de 16 anos Malala Yousafzai.

Mullah Fazlullah sucede a Hakimullah Mehsud que foi abatido num ataque efetuado por um drone norte-americano na última sexta-feira.

A ascensão deste novo líder está a preocupar o Governo paquistanês que tem agora receio de não conseguir um acordo de paz preparado durante meses, já que Fazllulah, já anunciou não querer dialogar com o Estado.

Mullah Fazlullah é conhecido por ser extremista mesmo para um membro dos talibã TTP, e já admitiu a um repórter da BBC, que procura vingança pela morte do antigo-líder Hakimullah Mehsud.

«Não haverá mais diálogo porque Mullah Fazlullah já é contra as negociações com o governo paquistanês», disse o porta-voz do grupo TTP, Shahidullah Shahib.

Fazlullah, que se acredita estar na casa dos 30 anos, é creditado por ser muito rígido com o seguimento das regras dos talibã tendo ordenado no passado incêndios a lojas de música e impedido barbeiros de cortarem barbas.

Na mesma altura em que ordenou o assassinato da jovem ativista Malala Yousafzai, que foi candidata ao nobel da paz este ano, por se queixar do acesso ao ensino por parte de mulheres nas zonas controladas pelos TTP.

A decisão de tornar Fazlullah líder surpreendeu alguns analistas que assumiam que a liderança permanecesse nas mãos de um membro da tribo de Mehsud, que tem controlado a aliança dos grupos desde 2007.