Notícia atualizada às 20:16

O secretário-geral da ONU afirmou esta segunda-feira que o conflito israelo-palestiniano não se resolve porque «há falta de vontade política».

Ban Ki-moon apontou o dedo aos líderes das duas partes. «Por que é que estes líderes estão a permitir que os seus povos se matem um ao outro? Não é só responsabilidade, é moralmente errado», cita a Reuters.

O chefe das Nações Unidas pediu o fim imediato da violência em Gaza, dizendo que o território palestiniano está numa «situação crítica». Em declarações aos jornalistas, deixou o apelo: «Em nome da humanidade, esta violência tem de parar».

Ban Ki-moon dá voz aos milhares de civis que choram, de ambos os lados. A ofensiva desencadeada por Israel começou com a morte de três estudantes, mas, em menos de um mês, já leva mais de um milhar de mortos, duzentos dos quais crianças. Há famílias que choram dos dois lados.

Numa declaração aprovada por todos os membros, o Conselho de Segurança apelou nesta segunda-feira às partes envolvidas no conflito para «aplicarem totalmente» o cessar-fogo imediato.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, falou esta segunda-feira na televisão. Na sua mensagem, avisou o povo que se tem que preparar para uma investida palestiniana, um conflito «longo» e que qualquer solução para esta crise tem que passar pela desmilitarização do território controlado pelo Hamas.

Nas últimas horas os ataques têm-se intensificado de ambos os lados. O principal hospital da Faixa de Gaza foi alvo de um ataque, levado a cabo a partir de um avião não tripulado.

Estas informações são, no entanto, desmentidas por Israel que acusa grupos palestinianos de terem disparado contra o seu próprio hospital, num ataque falhado com um rocket. Segundo os israelitas, o mesmo terá acontecido no campo de refugiados de Al-Shati, onde oito crianças e dois adultos morreram.

Também pelo menos cinco israelitas foram mortos e vários ficaram severamente feridos após um ataque de um infiltrado do Hamas na região de Eshkol, perto da fronteira com Gaza, de acordo com a Reuters, embora o braço armado palestiniano afirme que matou dez soldados israelitas.

Militares, homens, mulheres, jovens, velhos ou crianças, nenhum escapa. «Pensem nas crianças, apelou o Papa no último domingo. Haja esperança nesta luta que mata. Haja esperança no futuro, como o «bebé milagre», recém-nascido, que luta pela vida, depois de uma cesariana de emergência realizada à mãe morta.