Bombardeamentos israelitas realizados nas primeiras horas da madrugada desta quarta-feira causaram a morte de 43 palestinianos, incluindo 20 numa escola da ONU, informaram fontes médicas, numa altura em que o conflito entra no seu 23.º dia e o Egito prepara uma nova proposta de cessar-fogo.

O canal de TV israelita «Channel Two», citado pela Reuters, noticia que novos progressos estão a ser alcançados no Cairo, onde uma delegação palestiniana é esperada para novas discussões.

Um bombardemento efetuado pouco depois das 5:30 (03:30 em Lisboa) causou a morte de 20 pessoas numa escola da ONU, usada como refúgio para os deslocados do conflito, informaram fontes médicas. Entre os mortos conta-se um médico e uma criança.

Um responsável da ONU confirmou o ataque, informando que tinham sido atingidas uma casa de banho e duas salas de uma escola da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos, no campo de Jabaliya, mas estimou o número de vítimas entre 13 e 15 mortos.

Segundo a agência Reuters, outras oito pessoas, incluindo cinco membros da mesma família, em Jabalya, foram mortos noutros ataques terrestres e aéreos.

Os novos ataques elevam para 1.269 o total de palestinianos mortos no conflito e 7110 feridos, a maioria civis, segundo informou o ministério da Saúde de Gaza. Do lado de Israel, o número de vítimas está estimado em 53 soldados e três civis.

A guerra contada pelas crianças de Gaza revela o estado de ansiedade que se vive no território. Gaza: «Sobrevivi à última noite, estou viva» é o relato em direto de uma adolescente palestiniana, residente em Gaza, que acreditava que não ia sobreviver aos ataques israelitas durante a noite.

Confrontadas com a violência dos ataques, as crianças da Faixa de Gaza deparam-se no meio de um cenário de guerra onde não falam corpos mutilados por explosões de mísseis e drones. O repórter da CNN captou os relatos comoventes das crianças de Gaza.