Subiu para 17 o número de imigrantes mortos no naufrágio de segunda-feira ao largo de Itália. A embarcação em que viajavam cerca de 400 pessoas afundou a cerca de 100 milhas da ilha de Lampedusa, na Sicília.

As autoridades italianas confirmaram ainda o resgate de 206 sobreviventes. No entanto, fizeram saber, esta terça-feira, que duas centenas de pessoas continuam desaparecidas.

As operações de salvamento que estão a decorrer fazem parte da operação «Mare Nostrum», iniciada a 14 de outubro do ano passado, após a tragédia dias antes, quando 366 imigrantes ilegais morreram após mais um naufrágio.

O governo local já gastou 60 milhões de euros com a operação «Mare Nostrum», desde outubro do ano passado até abril corrente.

A nova tragédia no canal da Sicília voltou a provocar a indignação das autoridades italianas.

O ministro italiano do Interior, Angelino Alfano lamentou o facto de a UE não prestar auxílio e terem de ser as autoridades italianas a tratar do caso. «Foram muitas mortes perto da Líbia e os nossos navios foram até lá para recuperar os mortos e socorrer os vivos. A União Europeia não nos oferece ajuda. Deve acolher os sobreviventes. A Europa não pode salvar os Estados e os bancos e deixar morrer mães com crianças», disse, citado pelo «El Mundo».

O diretor do Gabinete da Amnistia Internacional para as Instituições Europeias, Nicolas Beger, já o ano passado havia criticado a falta de cooperação por parte da União Europeia aquando do naufrágio de outubro. «A UE está em falta para com estes migrantes. Os Estados europeus devem fazer um esforço conjunto para prevenir as mortes no mar aumentando a capacidade e coordenação das operações de busca e salvamento», afirmou.

A associação que reúne todos os municípios italianos agendou uma reunião para esta terça-feira com o objetivo de encontrar soluções para oferecer assistência a dezenas de milhares de imigrantes.