Os Estados Unidos enviaram vários jovens para Cuba com o intuito de saberem quem eram os opositores ao regime e de forma a criar um movimento de rebelião contra os irmãos Castro, segundo uma investigação da Assciated Press agora tornada pública.

Jovens, disfarçados de turistas ou de voluntários para questões de saúde ou educação, recrutados em diversos países da América Latina, como a Venezuela, a Costa Rica ou o Peru. A ideia era aproximar estes jovens dos estudantes cubanos.

A AP soube mesmo que um centro de prevenção do vírus da Sida era um disfarce para o plano americano.

No entanto, a AP também descobriu «pés de barro» neste projeto, que começou em outubro de 2009 e que terminou em 2012, mas que, por várias vezes esteve para abortar devido à falta de treino dos «agentes» e das desconfianças do regime cubano. A agência noticiosa refere que alguns jovens tiveram apenas 30 minutos de treino de como fugir de Cuba, mas nunca deu armas a estes grupos, justificando que Cuba não deseja «má imprensa» e muito menos que se saiba de algum cidadão estrangeiro agredido.

Contactada pela Associated Press, a Agência Internacional para o Desenvolvimento americana, refuta as críticas. Num comunicado enviado à AP alega em sua defesa que «a USAID e a administração Obama apoiam o desejo do povo cubano de determinar livremente o seu futuro», mas que os «programas levados a cabo em Cuba são consistentes com os programas organizados em todo o mundo» pela agência.