Os três jovens israelitas que desapareceram em meados de junho foram encontrados numa cova esta segunda-feira, informa a BBC.

Os estudantes desapareceram do seu colonato na Cisjordânia e o assunto elevou a tensão entre o Hamas e o governo israelita, levando a dezenas de detenções.

Emquanto Hamas avisa Israel que «escalada de violência abrirá portas do inferno», o primeiro-ministro israelita já fez saber que «Hamas vai pagar».

Eyal, de 19 anos, de Gilad, e de Naftali, ambos de 16, desapareceram em meados de junho e os pais fizeram apelos públicos. Um dos jovens tinha mesmo dupla nacionalidade: israelita e americana.

Os três voltavam da escola religiosa e aparentemente apanharam uma boleia. Um deles ainda conseguiu ligar para o número de emergência e dizer «fomos raptados».

Os corpos acabaram por ser encontrados segundo o porta-voz do exército israelita perto da cidade de Hebron, perto do local em que tinham desaparecido, demasiado longe para que lhes conseguissem salvar a vida, apesar da mãe de Naftali, se ter mostrado sempre esperançosa.

O governo judaico nunca teve dúvidas sobre quem raptou os três adolescentes israelitas.

Netanyahu garantiu logo que Israel agiria contra os raptores, e os seus financiadores e apoiantes terroristas. O chefe do governo israelita também considerou nessa altura o presidente da autoridade palestiniana responsável pelo que possa acontecer aos três jovens raptados.

Contudo, o grupo islamita radical rejeita a acusação de envolvimento no rapto.

A BBC dá conta de confrontos entre Israel e a Palestina esta segunda-feira.

Exército israelita demoliu casas dos principais suspeitos do rapto

Entretanto, o exército de Israel demoliu, na noite desta segunda-feira, as casas dos dois principais suspeitos do rapto dos três jovens israelitas, disseram testemunhas à AFP.

As casas de Marwane Qawasmeh e Amer Abou Eisheh, membros do Hamas em Hébron, foram demolidas com recurso a explosivos, especificaram os testemunhos.

As organizações de defesa dos direitos do homem tinham alertado para o regresso da prática israelita de demolir as casas dos autores de atentados, pela primeira vez desde 2005.

A morte dos jovens já foi condenada pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos. Portugal também já lamentou o sucedido.