Os «jihadistas» do Estado Islâmico (EI) assumiram o controlo de um campo de gás perto do campo arqueológico de Palmira, no centro da Síria, indicou esta quinta-feira uma organização não-governamental (ONG) e o governador da província de Homs.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma ONG sediada em Londres e que se apoia numa rede de militantes e pessoal médico no terreno, os combatentes do EI atacaram na manhã de hoje a partir de diversas direções o campo petrolífero de Chaar, a leste de Palmira, e mataram 23 membros da equipa de segurança.

«O destino de 340 membros das forças de defesa nacional [milícia pró-regime], dos guardas, dos empregados e engenheiros permanece desconhecido porque foram feitos prisioneiros, feridos ou sequestrados no decurso desta operação, a mais importante do EI contra as forças governamentais», precisou Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH.

Abu Bilal, um responsável dos serviços de imprensa do EI na província de Homs, confirmou esta operação à agência noticiosa AFP, via internet, e admitiu a morte de 12 «jihadistas».

«Iniciou-se com um atentado suicida e ultrapassámos oito barreias de segurança antes de ocupar o campo de gás. Há dezenas de mortos do outro lado», disse.

O governador da província de Homs, Tatal Barazi, confirmou o ataque. «Na noite de quarta-feira homens armados tomaram o controlo de uma estação de gás e perdemos o contacto com os três técnicos que aí se encontravam», revelou.

«Com atividade anterior no setor, homens armados alargaram o seu controlo com esta nova operação. Decorrem combates na região e ataques aéreos».

O EI já controla diversos campos petrolíferos na região de Deir Ezzor, a nordeste de Damasco.