Uma escola em Leeds, no Reino Unido, onde as crianças inglesas estão em minoria, decidiu ensinar Inglês como língua estrangeira a todos os alunos. A escola tem alunos de 55 países, um dos maiores grupos é de origem checa.

«Estamos a fazer isso como um extra para todas as crianças, mas, obviamente, as necessidades de cada grupo de crianças vão ser diferentes», explicou à Sky News a diretora de turma, Georgiana Sale.

«Eu tenho aqui alunos que são falantes nativos de Inglês, mas o Inglês que falam não é formal o suficiente para as exigências dos novos exames de GCSE que aí vêm... Esses exames vão ser muito mais rigorosos em gramática, pontuação, ortografia para uma vasta gama de temas - não é apenas para o Inglês», referiu.

Georgiana Sale explicou que as crianças irão receber aulas extras de Inglês de acordo com as necessidades.

«A maioria das crianças, que eu tenho aqui, têm Inglês como língua adicional... Alguns deles são recém-chegados ao país e não falam Inglês de todo. Então, obviamente, vamos ensinar-lhes a língua inglesa, assim como se dá o Francês ou a Alemão noutras escolas», acrescentou.

Georgiana Sale rejeita as críticas do líder da oposição trabalhista na Câmara Municipal de Leeds. Andrew Carter disse não entender de que modo é que ensinar às crianças o Inglês como língua estrangeira iria beneficiar a comunidade como um todo, afirmando que é «atirar a toalha ao chão».

«Eu honestamente não entendo esse comentário. Se eu tenho crianças que não falam Inglês ou cujo Inglês é muito pobre, eu tenho de melhorar o Inglês delas, não é?», argumenta Georgiana Sale. «Como é que isso pode não ajudá-los a arranjar emprego ou lugares na faculdade?», questionou.

«Eu quero que todas as crianças obtenham os melhores resultados possíveis para poderem entrar na faculdade. O que eu quero é que os meus alunos mais brilhantes tenham um A ou A+, ao melhorarem no Inglês... E isso vai ajudá-los a ter lugar nas faculdades e vai colocar pessoas bem alfabetizadas no mercado de trabalho», rematou Georgiana Sale.

Dados oficiais, analisados pela Sky News em 2013, revelavam que havia 240 escolas na Inglaterra, onde o Inglês não era a primeira língua por mais de 90% dos estudantes. E havia cinco escolas primárias, onde nem um único aluno era um falante nativo Inglês.