Os hispânicos são cada vez mais a «minoria dominante» dos EUA. Com um peso crescente na política e nos negócios, as comunidades latinas da América revelam diferenças entre si, explica Eric Farnsworth.

Em entrevista exclusiva ao tvi24.pt, o vice-presidente (e responsável em Washington) da Americas Society/Council of the Americas não tem dúvidas em apontar o voto latino como «decisivo» para a reeleição de Obama em novembro de 2012 e aponta uma «evolução» no comportamento dos republicanos para com as comunidades hispânicas.

No entanto, este antigo elemento da equipa de Bill Clinton na Casa Branca (década de 90) e do Departamento de Estado, profundo especialista na América Latina e nas relações dos EUA com os países de maioria hispânica, identifica uma discrepância entre «uma vontade nacional, mesmo junto dos eleitores republicanos, em aprovar a reforma da imigração e a opção local dos congressistas em manterem-se contra, para preservar o seu lugar».

E em jeito de conclusão, Eric Farnsworth, MPA em Relações Internacionais em Princeton, e que também é especialista em áreas como a energia e as políticas de segurança, aponta: «A América foi sempre capaz de encontrar caminhos para seguir em frente e acredito que vai continua a fazê-lo».

Exclusivo tvi24.pt.

A América, como todos sabemos, é um país de imigrantes: construído e povoado por gente de várias partes do Mundo. Poderá essa ideia vir a estar em perigo?

Talvez não e certamente espero que não. A realidade económica é a de que os Estados Unidos precisam dos imigrantes e que os imigrantes trazem uma nova vitalidade ao país. Trazem capacidade de trabalho, vontade. Dão-nos coisas fundamentais. Há períodos da nossa história em que os EUA tiveram dificuldades políticas em absorver as comunidades de imigrantes, por exemplo os irlandeses e os chineses, em diferentes alturas. Mais recentemente, encontrámos um caminho melhor, demos passos em frente, e espero que continuemos a fazê-lo. Acredito que seremos capazes disso.

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