Adli Mansour é o Presidente interino do Egito, tendo assumido o cargo na manhã desta quinta-feira. O juiz assumiu também o cargo de Presidente do Tribunal Constitucional.

Mansour substitui Mohamed Morsi depois dos militares o terem destituído e numa tentativa de resolução rápida do impasse no país, dado que é necessário assegura o financiamento externo e tal não seria possível se os militares tomassem o poder formalmente.

Nas primeiras declarações como chefe de Estado, disse que a Irmandade Muçulmana faz parte do povo e está convidada a «construir a nação».

O presidente deposto foi, entretanto, separado dos seus assessores e levado para o Ministério da Defesa do país. Morsi esteve detido num posto militar com os seus principais adjuntos depois de os militares terem anunciado a sua demissão. Uma alta patente militar confirmou depois que o presidente egípcio deposto estava sob detenção.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou na noite de quarta-feira que a «interferência militar» nos assuntos do país é um motivo de preocupação.

«Muitos egípcios expressaram profundas frustrações e preocupações legítimas e, ao mesmo tempo, a interferência militar nos assuntos de um país é motivo de preocupação», disse o gabinete do porta-voz da ONU em comunicado.

Já o presidente norte-americano apelou à realização rápida de eleições para um novo governo civil no Egito e manifestou-se «profundamente preocupado» com a situação no país.

Barack Obama disse ainda que vai pedir para serem estudadas as «implicações legais» da situação na ajuda que Washington dá ao Egito, já que a legislação norte-americana não permite ajuda a um país onde tenha ocorrido um golpe de Estado.