O restaurante dinamarquês Noma, em Copenhaga, foi considerado na segunda-feira, pela revista britânica Restaurant, o melhor restaurante do mundo, título que já tinha conquistado em 2010, 2011 e 2012.

O estabelecimento, do chef René Redzepi, situa-se no entreposto marítimo renovado da capital dinamarquesa e recuperou o título perdido em 2013 para o restaurante espanhol El Celler de Can Roca, que agora ocupa a segunda posição na lista dos «50 melhores» do mundo.

René Redzepi, de 36 anos, revelou-se «muito feliz» com o reconhecimento, considerando que este «não é a linha de chegada» e que há ainda «muitas descobertas» gastronómicas «a fazer».

Pelo segundo ano consecutivo, a casa italiana Osteria Francescana, do chef Massimo Bottura, em Modena, mantém-se em terceiro lugar.

Jordi Roca, um dos três irmãos proprietários do El Celler de Can Roca, em Girona, foi distinguido este ano na nova categoria de melhor pasteleiro.

A brasileira Helena Rizzo, do restaurante Mani, em São Paulo, foi eleita a melhor chef feminina do mundo.

Na lista dos «50 melhores», o restaurante português Vila Joya, em Albufeira, no Algarve, subiu 15 lugares para a 22.ª posição.

A classificação do restaurante português, dirigido pelo chef austríaco Dieter Koschina, subiu nos últimos três anos na lista organizada pela revista Restaurant, sendo que em 2011 estava apenas na 79.ª posição no grupo dos «100 melhores restaurantes do mundo».

O ranking da revista Restaurant, criado em 2002, é feito a partir dos votos de 900 peritos internacionais, incluindo chefs e críticos culinários, que elegem, por ordem de preferência, sete restaurantes onde comeram um ano e meio antes da votação.

Até hoje, o restaurante mais premiado - em 2002, 2006, 2007, 2008 e 2009 - foi o espanhol El Bulli, de Ferran Adriá, que encerrou há cerca de três anos.