A China tem novas imagens de satélite de objetos flutuantes que podem estar relacionados com o avião da Malásia Airlines que desapareceu há duas semanas, segundo o governo malaio.

«A notícia que recebi é que o embaixador da China recebeu a imagem de satélite de objetos flutuantes no corredor sul e que estão a ser enviados navios para verificar», afirmou hoje aos jornalistas o ministro dos Transportes, Hishammuddin Hussein, citado pela agência France Presse.

Os objetos suspeitos detetados pelo satélite chinês estão a 120 quilómetros do local detetado anteriormente pelo satélite australiano, de acordo com a Reuters, renovando assim as esperanças, após este sábado, a Austrália ter dito, segundo a CNN, ter afastado a pista descoberta na sexta.

O objeto detetado a flutuar terá cerca de 22 metros e a China promete mais informações para breve.

O avião Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, que tinha como destino Pequim, desapareceu dos radares, a 8 de março, cerca de 40 minutos depois de ter descolado de Kuala Lumpur.

As buscas foram estendidas este sábado já que a boa visibilidade facilita as investigações do avião no oceano Índico.

As autoridades australianas retomaram pelo terceiro dia consecutivo as operações de busca, no oceano Índico, do avião da Malaysia Airlines que desapareceu há duas semanas.

A Autoridade de Segurança Marítima australiana, que lidera as operações no sul do Índico, informou na sua conta do Twitter que três aeronaves monitorizam uma zona remota a cerca de 2.500 quilómetros a sudoeste de Perth, enquanto outros dois aviões estão a caminho.

«O clima de hoje vai ser favorável para os voos no oceano Índico, os ventos vão ser ligeiros e vai melhorar a visibilidade», disse o porta-voz do departamento de Meteorologia, Luque Huntington, à estação local ABC.

Nunca um mistério sobre um avião desaparecido tão grande, nunca se levou tanto tempo a encontrar um avião desta dimensão, nunca tantos países colocaram tantos meios ao dispor de uma operação de busca que caminha para as três semanas.

Sete países já informaram os investigadores que os seus satélites não detetaram objetos estranhos.