Carlos de Inglaterra terá feito considerações contestando a anexação da Crimeia pela Rússia a visita a um museu no Canadá dedicado à imigração.

Numa conversa privada com uma das funcionárias do museu, a polaca Marienne Ferguson, de 78 anos, que fugiu do Holocausto, o príncipe terá alegadamente comparado Putin a Hitler, segundo conta a BBC.

Uma conversa aparentemente privada, mas que a mulher tornou pública e que agora coloca todos os holofotes, muitos de oposição e contestação, direcionados para o príncipe de Gales.

«Eu tinha acabado de lhe mostrar a exposição e de contar o passado da minha família e de como vim parar ao Canadá» e o príncipe terá dito «E agora o Putin está a fazer o mesmo que o Hitler», como reporta o «Daily Mail».

O Partido dos Trabalhadores, agora na oposição a David Cameron, pede que o monarca, o primeiro na linha de sucessão a Isabel II resigne ao trono, avança o «The Guardian» esta quarta-feira. Opinião de Mike Gapes àquilo a que chama um «discurso controverso».

A porta-voz do príncipe escusou-se a reagir, argumentando que não comenta conversas privadas, de acordo com a BBC.

Por seu turno, o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, desvalorizou as declarações e disse que o principe «tem liberdade de expressão».

A televisão britânica também acrescenta que do lado de Vladimir Putin, o presidente russo alegadamente visado nas declarações, chegou um comunicado do Kremlin a adiar quaisquer eventuais comentários. O porta-voz prefere não falar sobre aquilo que poderia gerar um «escândalo internacional».

Resta saber se o episódio cai no esquecimento ou se a novela continua. Para não esquecer, é o 70º aniversário do desembarque na Normandia, que juntará no dia 6 de junho Putin e Carlos de Inglaterra.