Notícia atualizada às 23:10

A administradora-delegada das Linhas Aéreas Moçambicanas (LAM) admitiu esta sexta-feira que o avião que fazia a ligação Maputo-Luanda «está desaparecido» e que estão a ser feitas buscas no norte da Namíbia.

O voo TM 470 que partiu sexta-feira de manhã, pelas 11:26, de Maputo devia ter aterrado às 14:10 em Luanda, Angola, mas tal não aconteceu. Seguiam a bordo 34 pessoas, seis dos quais tripulantes.

Em declarações aos jornalistas, no aeroporto de Maputo, Marlene Manave, explicou que o «avião está desaparecido» desde o início da tarde, quando sobrevoava o norte da Namíbia, numa zona perto do Botsuana e de Angola, onde se verificaram chuvas muito fortes.

Segundo a responsável da LAM, a nacionalidade dos 28 passageiros (27 adultos e uma criança) «ainda não foi apurada».

À AFP, o porta-voz da companhia Norberto Mucopa não confirmou a nacionalidade dos passageiros a bordo do aparelho Embraer 190 ou se incluía membros do governo.

Contactada pela TVI24, a Secretaria de Estado das Comunidades diz que está a acompanhar o caso.

Desde o momento em que houve falta de contacto rádio com a aeronave, as autoridades moçambicanas contactaram a Namíbia para terem início buscas.

O comandante da polícia namibiana da região de Kavango, Olavi Auanga, disse à AFP que há patrulhas no local a fazer buscas. De acordo com o responsável, esta zona é pouco povoada e marcada por floresta densa.

Um piloto de aviação disse, sob anonimato, ao jornalista da AFP da Namíbia que informação não oficial dá conta que o aparelho pode ter-se despenhado no Parque Nacional de Bwabwata, a cerca de 200 quilómetros a leste de Rundu. A reserva de 6.100 quilómetros quadrados abrange uma área pouco povoada com zonas húmidas e floresta fechada.

Viagem entre Maputo e Luanda

A informação inicial da LAM indicava como possível localização do aparelho o Rundo, no Norte da Namíbia, fronteira com Botswana e Angola, onde teria aterrado. «Informações obtidas dão indicação da aeronave ter aterrado em Rundo, norte da Namíbia, fronteira com Botswana e Angola. Neste momento a LAM, autoridades aeronáutica e aeroportuária estão empenhados em estabelecer contactos com vista a confirmação da informação», citava um comunicado da transportadora aérea.

Moçambique envia especialistas aeronáuticos para apoiar buscas

O ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano anunciou que foram enviados «especialistas aeronáuticos» para o norte da Namíbia para apoiar nas buscas e na avaliação do caso.

Em conferência de imprensa já na madrugada de hoje, Gabriel Muthisse revelou que foram também enviados para o local aviões da Força Aérea Moçambicana, mas que o mau tempo e a escuridão estão a prejudicar a avaliação das circunstâncias do desaparecimento da aeronave, com 34 pessoas a bordo.

«Obtivemos a informação de que o avião ou terá feito uma aterragem forçada ou ter-se-á despenhado numa área florestal na região fronteiriça entre a Namíbia e o Botsuana», afirmou o governante, que remete para hoje de manhã resultado mais concretos.

O governante referiu que «a falta de uma informação definitiva deve-se ao facto de a região estar a ser fustigada por mau tempo, caracterizado por trovoadas e chuva torrenciais», salientando que «os aviões da força aérea enviados para a Namíbia para averiguar o que se terá passado não conseguiram resultados positivos também devido à escuridão que se faz sentir no local».

Para a zona, o Governo moçambicano já destacou «especialistas aeronáuticos para se juntarem às autoridades» da Namíbia para ajudar a avaliar as «circunstâncias e detalhes do incidente».

A União Europeia baniu a LAM de voar no seu espaço aéreo em 2011 devido a deficiências de segurança.