A Comissão Europeia ativou a Célula de Coordenação de Crise da Aviação Europeia, na sequência da queda do avião das Linhas Aéreas da Malásia na Ucrânia, anunciou esta sexta-feira em Bruxelas o comissário europeu dos Transportes.

«Ativei a célula de crise da aviação da União Europeia, de modo a haver uma coordenação apropriada dos efeitos no espaço aéreo para garantir a segurança dos voos», anunciou Siim Kallas, que é também vice-presidente da Comissão Europeia, no dia seguinte à queda do aparelho da Malaysia Airlines, que se despenhou no leste da Ucrânia, quando fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur.

Criada em 2010, a célula de crise da aviação europeia é liderada pela Comissão e pelo Eurocontrol, contando com a participação de prestadores de serviços de navegação aérea, utilizadores do espaço aéreo e autoridades aeroportuárias.

O comissário com a pasta dos Transportes disse querer «assegurar aos passageiros aéreos que é seguro voar», mas afirmou também «compreender plenamente que o público esteja ansioso por conhecer os factos» que levaram à queda do aparelho, e que, defendeu, «devem ser apresentados ao escrutínio da opinião pública», cita a Lusa.

«O que é necessário agora é uma investigação imediata e independente às causas da queda (do avião). Em termos práticos, isso significa um acesso sem restrições dos investigadores ao local da queda e, obviamente, às caixas negras», disse.

A terminar, Kallas apontou que se se confirmar que a queda do avião foi causada de forma deliberada, ou seja, se o aparelho foi abatido «com tantos civis inocentes a bordo», os responsáveis «responderão perante a Justiça».

Agência Europeia para a Segurança da Aviação avisa companhias aéreas para restrições do espaço aéreo ucraniano

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, sigla em inglês) deixou um aviso às companhias aéreas europeias para que evitem o espaço aéreo ucraniano, depois da queda do avião da Malaysia Airlines.

O aviso da EASA inclui as regiões de Simferopol e Dnepropetrovsk.



«A agência chama a atenção da comunidade de aviação para a existência de possíveis riscos sérios para a segurança de voos civis e consequente implementação de restrições ao espaço aéreo», diz a EASA segundo a Reuters.

O avião da Malaysia Airlines, com 298 pessoas a bordo, fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur, tendo desaparecido dos radares na Ucrânia a uma altitude de 10 mil metros.

O Boeing-777 perdeu a comunicação com terra na região oriental de Donetsk, perto da cidade de Shaktarsk, e palco de combates entre forças governamentais ucranianas e rebeldes pró-russos.