O recurso dos Estados Unidos a ataques com drones contra suspeitos de terrorismo abriu um «perigoso precedente» passível de ser imitado por outros países e de desencadear conflitos, defendem ex-altos funcionários norte-americanos num relatório divulgado nesta quinta-feira.

Estes aviões não tripulados, comandados à distância, constituem uma ferramenta útil que «veio para ficar», consideram os autores do documento, instando o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a levantar o secretismo em torno da sua utilização, a apertar as regras para o seu uso e a avaliar, de forma profunda, a verdadeira eficácia dos raides.

«O aumento do uso pode criar um terreno escorregadio passível de conduzir a contínuas ou mais amplas guerras», refere-se no documento elaborado por um painel bipartidário, com o patrocínio do Centro Stimson, um think tank com sede em Washington.