Atualizada às 22:30

O Presidente sírio, Bashar al-Assad, negou numa entrevista à televisão CBS estar por detrás de um ataque químico a 21 de agosto e exortou os norte-americanos a rejeitarem um ataque militar à Síria, revelou este domingo a estação norte-americana.

«Ele negou ter tido alguma coisa a ver com o ataque», afirmou o correspondente veterano da CBS Charlie Rose, depois de entrevistar Al-Assad na Síria.

«Negou saber que houve um ataque químico, não obstante o que foi dito e não obstante a filmagem em vídeo. [Assad] disse que não há provas suficientes para fazer um julgamento conclusivo», acrescentou o jornalista.

O mesmo correspondente sublinhou que «a coisa mais importante» que Assad disse é que «não há nenhuma prova» de que usou armas químicas contra o próprio povo.

O Presidente da Síria nega assim o uso de armas químicas numa altura em que os Estados Unidos continuam a tentar mobilizar a comunidade internacional e a opinião pública interna para uma operação militar.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reuniu-se este domingo, em Paris, com representantes da Liga Árabe, para pedir apoio para uma intervenção na Síria.

Os Estados Unidos garantem que têm provas de que Bashar al-Assad usou armas químicas contra o próprio povo e que a única resposta é militar. Para John Kerry, se nada for feito, será passada uma mensagem de impunidade ao Presidente sírio.

Os países da Liga Árabe estão divididos quanto a uma ação militar. E dividida está também a opinião pública norte-americana. As sondagens indicam que 60% dos norte-americanos estão contra uma intervenção unilateral.