O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou esta segunda-feira que os investigadores têm que ter acesso imediato ao local da queda do avião da Malaysia Airlines, na Ucrânia, que vitimou 298 pessoas, entre elas 23 cidadãos norte-americanos.

«Temos que garantir que a verdade vem ao de cima», afirmou, citado pela Reuters. Obama observou que, se os separatistas pró-russos não dão acesso ao local, então é pertinente a pergunta: «O que é que eles têm a esconder?».

Obama, que afirmou poucas horas depois da queda do aparelho que este tinha sido abatido, apontou o dedo a Vladimir Putin nesta conferência de imprensa, exortando o presidente russo a colaborar com a comunidade internacional e a obrigar os separatistas a darem o acesso ao local às equipas de investigação internacionais.

A ameaça de novas sanções à Rússia parte dos Estados Unidos, mas igualmente do Reino Unido ou da França.

Petro Poroshenko, presidente ucraniano que ordenou um cessar-fogo na região, revelou numa entrevista à repórter da CNN Christiane Amanpour que a Ucrânia sofreu «graves crimes» com a queda do avião malaio.

Depois de muitas pressões, os separatistas estão finalmente dispostos a dar acesso aos investigadores internacionais ao comboio frigorífico com os corpos das vítimas do Boeing 777.

De acordo com os últimos dados da Associated Press, afinal, 193 das vítimas são holandesas.