Dez polícias brasileiros foram condenados a longas penas de prisão pelo homicídio de 111 reclusos, conhecido como o «Massacre de Carandiru». Aconteceu em 1992 na famosa prisão de São Paulo.

Com o objetivo de conter um motim, os guardas dispararam sobre os presos nos corredores e dentro das próprias celas.

Nove dos acusados foram condenados a penas de 96 anos de prisão efetiva, outro polícia foi condenado a 104 anos de prisão por ter responsabilidade direta na morte de oito reclusos no quinto piso da cadeia.

Devido ao elevado número de réus, o processo foi dividido em quatro fases, uma por cada um dos pisos da prisão.

Nas três fases do processo já julgadas foram condenados 58 polícias implicados na maior chacina na história presidiária do Brasil.

A última fase, que falta julgar, vai sentar no banco dos réus mais 15 agentes.

O «Carandiru» era a maior prisão do Brasil. Albergava cerca de oito mil presos e era considerada a maior prova do caos do sistema penitenciário do país.

A prisão foi encerrada em 2002 e convertida num parque público.