Depois das acusações de pornografia infantil que esta semana recaíram sobre Michael Jackson, a filha do cantor, Paris Jackson, utilizou as redes sociais para defender o pai.

A jovem de 18 anos publicou no Twitter mensagens de indignação em relação ao que foi tornado público e sublinha a deturpação das provas.

As revelações, feitas pelo site RadarOnline, indicavam que o cantor teria centenas de imagens de crianças nuas quando a sua casa foi investigada em 2003 no seguimento das acusações de abuso sexual de menores.

Além de pornografia infantil, o site avançou que havia, na mansão do rei da pop, imagens de sacrifício animal e de práticas sadomasoquistas.

Infelizmente, a negatividade vende sempre. Eu imploro-vos que ignorem todo o lixo e os parasitas que fazem carreira tentando destruir a imagem do meu pai", escreveu a filha mais velha do cantor.

Os juízes do Estado de Santa Bárbara, de onde era o cantor, vêm também em sua defesa. Em comunicado, comentam a estranha cronometragem das revelações e dizem que o cantor foi “atirado para a lama”, sem se poder defender.

Tudo nesta publicação (da RadarOnline), incluindo o que o County de Santa Bárbara apelida de ‘conteúdo que parece obtido na internet ou proveniente de fontes desconhecidas’ é falso, sem dúvida cronometrado com o aniversário do falecimento do Michael”, refere o comunicado.

A polícia vem agora dizer que a informação contida nos relatórios policiais de 2003 foi modificada. Há dúvidas quanto ao teor criminal das fotografias encontradas e há outras imagens que foram acrescentadas e que são provenientes da Internet.

O relatório das provas encontradas na casa de Michael Jackson, na Califórnia, foi usado no processo judicial que em 2005 acusou o cantor de ter molestado crianças. A revelação desses documentos acontece 11 anos depois do julgamento e 7 anos depois da morte da estrela pop, trazendo dúvidas quanto à sua veracidade.

O gabinete do Xerife de Santa Bárbara admite a veracidade dos “documentos intitulados de Departamento do Xerife, contendo o número do processo, parece ser um documento deste gabinete”. Contudo, a autenticidade das fotografias e imagens reveladas é mais difícil de avaliar.

Algumas imagens publicadas evidenciam fotos tiradas pelos investigadores do departamento do xerife e outras são claramente obtidas da internet”, comenta o departamento de investigação.

 

Michael Jackson não tinha na sua posse fotografias que evidenciassem pornografia infantil

A polícia afirmou que as imagens encontradas na “Terra do Nunca” (mansão de Michael Jackson na Califórnia) não se enquadravam em “pornografia infantil”. É confirmado a descoberta de fotografias de crianças, muitas delas em vários estados de nudez, mas estas imagens podem ser influenciadas pelo contexto. 

Como já referido, os documentos encontrados em novembro de 2013 serviram de provas para o julgamento de janeiro de 2005. Os livros, vídeos e revistas de imagens homossexuais e heterossexuais encontrados no quarto principal da mansão de Jackson revelam uma “evidência circunstancial sobre as questões de intenção, motivo e método do réu”, referiu a polícia.

Durante o julgamento, a acusação apresentou evidências de impressões digitais, encontradas em revista pornográficas, pertencentes a Jackson, ao acusador de 13 anos e ao seu irmão. Esta prova teve um papel relevante no processo, pois suportou o testemunho do acusador, que afirmara ter visto pornografia com Michael Jackson.

Durante o julgamento, os magistrados não consideraram que o material encontrado na mansão pudesse ser considerado pornografia infantil. Algumas das imagens foram encontradas em livros de fotografia, como o “Cronos” do fotógrafo Pere Formiguera, que mais uma vez, a polícia sublinha não estar de acordo com os trâmites legais, sendo considerado arte e não pornografia infantil. O livro “Quarto de Brincar” de Simen Johan, que mostra imagens sexuais de faces de crianças em cima de corpos de adultos, foi novamente visto no contexto de obra de arte.

Depois do tribunal ter ilibado Jackson de todas as acusações, em junho de 2005, o juiz responsável, Paul Rodriguez, disse à CNN que “aquilo eram revistas de adultos. Qualquer um pode tê-las. Isso não prova acusação”.